sábado, 9 de janeiro de 2010

baba-baby

não fervilho bem às claras
a barba amarra as falas
pela língua excitadas
para lhe meter palavra.

não enxugo minha baba
que respinga pela sala
e encharca nossas marcas
como fosse território.
no morro da tua ala
eu ardo um foguetório.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

desvantagem

na fuzarca logo cedo
sou fuleiro que dá medo
num buraco caibo certo
nunca esqueço o começo
de uma existência em esquina
que dispensa endereço.

mas mereço nessa vida
toda sorte desatino
já que desde bem menino
não desenvolvi apreço
pelo amor e seus tropeços.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

diletante

ser assim
mói
ser assado
rói
não ser não dá.
será o fim
já?