sábado, 10 de julho de 2010

aquarela

pintor que pintou um quadro azul com esmero no amarelo
depois disso ele se achou nela, dela, bela
o que nada era
nem bem riso nem bem fera
risco riscado a giz em um muro qualquer
no Rio de Janeiro.


corre um palavrão corriqueiro em cima de um coqueiro
nessa transa que faço só dentro do banheiro
vermelho e amarelo - nada lilás espero
porque não declaro nada

num curto tempo
num curto beijo
num curto vício
de espaço.

é quando paro então ao teu lado
cantando rima blue meio branca que guardo
prece pura pingo dágua de pensamento
que antes me refletia, mas na manhã já era
minha cara dura que a tudo via, até a rima boa que se ia
pra mui longe
para fora da bacia.

fina feia flor e feliz essa nossa aquarela.