para nivelar amores e bactérias no ambiente
devo comer minha poesia em decomposição
premeditar o breque, truquecaminho à frente
atravessar a floresta e achar o não
hoje não é tempoesia
agora vigora tempo do macaco gordo cujo galho não quebra
mendigos globalizados gritam o furo do papo, que trepa
por sobre astrolábios que antes nos guiavam
como patetopoetas da vertigem em amor à lua
o receptáculo da gozada é tão palavra
que vocábulos agem como guardas da deusa nua
esse oráculo gramatical fechado e virgem.