quinta-feira, 25 de novembro de 2010

estranha noite carioca

zuniu pela cidade um grito de medo
eu acordei cedo com notícias da Penha
não há quem se contenha
não tá maneiro
não tem arrego
de tarde bandidos televisivos
fuzis em desfile
enredo sem ritmo
aqui não é brinquedo.

o Cristo mandou um temporal
como se as gotas tivessem açúcar
talvez para molhar a nuca
do carioca em fuga
do que pode estar na curva
na rua
é cada um na sua
e o Homem lá em cima
olhando os homens de farda.
aqui não é Pasárgada.