sexta-feira, 26 de julho de 2013

daiquiri

linda no padrão africano
naquele pedaço de pano
mudou os planos da tribo
quebrou a banca, causou dano

a branca desceu da tamanca
mancando
de um jeito americano
penteado de manteiga de carité
dedé mamata e mais o que vier
de insano

agora que a conheci
fiquei sabendo
o que me torna madrugada e sereno
como um golpe e um gole
daiquiri
martini,
veneno.


seriado

minha rita lee
não saia daqui
dos nossos anos 70
nem pinte o cabelo
ou pinte vai, tenta:
nada é acinte no teu jeito

esse zelo no olhar me deixou parado
brinquei de estátua no sotaque gaúcho
no sorriso agudo
que deixa cantor mudo no palco

vejo que, mesmo travado
quero mais um beijo
como quem vê uma novela, seriado 
e, viciado,
não quer parar.

sábado, 20 de julho de 2013

formol

às vezes chego a achar
que é melhor negar o amor  
pra não ter o que segure  
na hora do pulo, foda-se!, debulhe:
viver sem pódio de chegada ou beijo de namorada

pode ser uma forma de formol.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

chama

Jazz Jah chama
deito nessa cama
e antes que o sono me pegue
me cubro de reggae.